Um dos maiores desafios dessa nossa decisão de virar nômades tem sido aprender a ser minimalistas. Achamos que seria fácil, pelo fato de que nunca fomos pessoas muito apegadas a coisas, já tínhamos há bastante tempo a certeza que o mais importante da vida são os momentos, experiências e as pessoas. Porém, na prática, é bem mais difícil do que parece começar esse estilo de vida.

Tenho percebido que quanto mais espaço temos à disposição, naturalmente mais coisas e coisas vamos acumulando. Mesmo que não seja uma coisa planejada ou consciente, isso acaba acontecendo. O que piora ainda mais é a grande quantidade de estímulo ao consumismo que temos hoje.

A nossa cultura atual tem gerado o entendimento de que a “boa vida” é encontrada em acumular coisas e possuir o máximo possível. Criou-se o conceito de que mais é melhor e a ideia equivocada de que a felicidade pode ser comprada em uma loja de departamentos.

É nesse cenário que o minimalismo começou a ganhar força. É um movimento que motiva as pessoas saírem da esteira do consumismo e se buscarem a felicidade em outro lugar.

 

O que é ser minimalista

Tem duas formas diferentes de se pensar o minimalismo. A primeira delas é viver com o mínimo possível. E a segunda é ter apenas aquilo que tenha um motivo, uma intenção de ser. Acredito que essa segunda seja a melhor forma de definir, afinal, não é apenas um desafio de se fazer algo a qualquer custo, e sim um estilo de vida que deve acontecer de forma saudável.

Por esse conceito, não é necessário ser algo extremo, o minimalismo pode ser algo mais sutil. Não é preciso abrir mão de tudo: podemos sim possuir coisas também. Porém, é uma questão de mudar nossos valores e prioridades, para aprender tomar melhores decisões, tanto sobre as coisas que possuímos, quanto sobre tempo, dinheiro e tudo mais. E quando isso acontece, naturalmente passamos a ter menos coisas, mas somente aquelas que realmente têm um motivo real para estar lá.

E quanto menos coisas nós precisamos, temos menos amarras. A liberdade é muito maior. Ou seja, fica mais fácil tentar coisas novas e ir a lugares novos. E foi justamente isso que nos atraiu.

Nosso processo para entrar no minimalismo, em princípio, não veio por causa do anseio por esse estilo de vida (embora estejamos ansiosos para adentrá-lo) e sim pela necessidade da liberdade que mencionei acima.

Não tem como carregarmos tudo que acumulamos em todos nossos anos de vida com a gente no porta-malas do carro. Porém, para nós ainda tem sido um desafio definir aquilo que é essencial daquilo que podemos abrir mão. Vamos aos poucos, com calma, afinal, é algo muito novo nas nossas vidas. E vamos compartilhar tudo por aqui e no canal!